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Limpando a sociedade

Funcionários da limpeza sentem a discriminação, mas têm orgulho de seu trabalho

 Ser visto e reconhecido pela sociedade como um bom profissional é algo que todos querem. Algumas pessoas dizem que determinados trabalhos são “melhores” do que outros, e, se formos analisar pela remuneração, pode-se dizer que esse ponto de vista é correto, mas não se pode alegar que uma profissão vale mais do que outra.

 A maioria dos pais sonha a vida toda que seus filhos serão grandes médicos, advogados, engenheiros, ou que simplesmente passarão num concurso público, mas nunca admitiriam que seus filhos optassem por serem funcionários da limpeza, embora quase todas as pessoas dessa área não tenham realmente a chance de optar. Muitos diriam que o problema em ser um auxiliar de limpeza é o salário, e que alguém que segue esse caminho não tem condições de ter uma boa qualidade de vida, o que pode ser verdade, mas um pai nunca admitiria que seu filho fizesse essa escolha porque sabe que é um trabalho pouco valorizado, tanto pelo lado da remuneração quanto pelos olhos da sociedade.

 Todos impõem que a identidade de uma pessoa é exatamente o que ela faz para viver. Se dois amigos se encontram, por acaso, depois de anos, e perguntam um ao outro que profissão resolveu exercer, qual deles causaria a melhor impressão se um respondesse que é empresário e o outro um gari? A verdade é que um grande empresário, muitas vezes, não influencia na vida da sociedade de maneira significativa, enquanto um funcionário que torna tudo mais limpo faz toda diferença.

 O lazer depende deles

 Um exemplo da invisibilidade desses profissionais faz parte do nosso cotidiano. Nas ruas, é muito comum, para a maioria dos cidadãos, passar por um trabalhador que usa o uniforme de uma empresa de limpeza e simplesmente o ignorar. Isso também ocorre em escolas, hospitais, shoppings etc. Já foram feitas várias pesquisas por programas de televisão em que colocavam uma pessoa vestida de gari nas ruas para acompanhar como eles são ignorados e em seguida colocavam a mesma pessoa, no mesmo lugar, mas dessa vez bem vestida, e a reação da sociedade era outra. Normalmente, quando não são ignorados, esses funcionários são discriminados e passam por situações difíceis, é o que alega a auxiliar de limpeza Maria Sousa Duarte, 41, que trabalha na praça de alimentação do Píer 21.

 Maria diz ter passado por momentos que a fizeram se sentir excluída da sociedade, mas também afirma já estar acostumada com esse tipo de discriminação. Ela acredita que as pessoas deveriam reconhecer muito mais o trabalho árduo dos auxiliares de limpeza, pois são eles que cooperam com a saúde da população mantendo o ambiente sempre limpo. “Muito dá para perceber na cara das pessoas, não é direto, mas você percebe quando é para você. Tem gente que, depois de comer, suja muito as mesas de propósito para dificultar meu trabalho. Têm pessoas muito grossas, a maioria é assim, são poucas as que jogam fora seu próprio lixo após comer. Uma vez, uma senhora muito chique viu que eu estava me aproximando, eu ia limpar a mesa ao lado, assim que comecei a limpeza, ela me olhou com cara de nojo, pegou o lanche e foi para outra mesa. Eu me senti muito excluída, mas já passou. A gente se cicatriza”, disse a auxiliar. Retirar bandejas das mesas na praça de alimentação de um shopping pode ser, aparentemente, simples, mas Maria diz ter um trabalho complicado, pois teve que aprender a lidar com diferentes tipos de pessoas, algumas muito educadas e outras que preferem mudar de lugar ao ver um funcionário se aproximando para limpar a mesa ao lado. Embora não seja uma função muito fácil, a auxiliar de limpeza não reclama e agradece por ter um emprego e se sentir útil, sempre acreditando que algum dia, todos se tratarão de igual para igual, não importando a profissão.

 As pessoas, de um modo geral, aproveitam seu tempo livre visitando lugares que só estão limpos e acessíveis graças a um funcionário da limpeza, ou seja, o lazer também depende de quem atua nessa área, o que muitas vezes não é lembrado por quem está desfrutando do ambiente. Quase ninguém pensa em todo o trabalho que outra pessoa teve limpando aquele local e, muitas vezes, acaba desrespeitando esse serviço sem motivo algum.

Sem limpeza não há saúde

 Ser um profissional dessa área também é importante para que outras pessoas não contraiam qualquer tipo de doença em lugares públicos que possuem esse risco, como, por exemplo, os hospitais e postos de saúde. Enquanto cuidam da sociedade através de seu trabalho, esses funcionários acabam se expondo a milhares de doenças, então devem cuidar também da sua própria saúde enquanto exercem sua função, adotando medidas necessárias para que não corram o risco de serem contaminados.

 O auxiliar de limpeza Edivânio da Silva, 24, que trabalha no posto de saúde do Cruzeiro, tem consciência de como seu trabalho é importante e interfere de forma direta na vida da sociedade. Ele diz que nunca o trataram mal e que várias pessoas elogiam o serviço prestado, mas muita gente critica o fato dele trabalhar na área da limpeza, o que não o deixa constrangido, Edivânio tem orgulho do que faz e alega que é melhor estar trabalhando dignamente do que estar sofrendo nas ruas.

Colaborar de maneira correta também faz parte

 É importante lembrar a pouca valorização que as próprias empresas em que esses funcionários trabalham têm sobre a atividade exercida por eles. Algumas delas até tentam colaborar com os trabalhadores e disponibilizam meios de transporte que os levam de casa para o trabalho e vice-versa, mas segundo o auxiliar de limpeza Francisco de Assis Gomes de Araújo, 40, que trabalha no terminal do Cruzeiro, a situação desses transportes é precária. Ele diz que em outros aspectos não tem motivos para reclamar da empresa, seu pagamento sai em dia, não faltam bons materiais de limpeza e todos o tratam bem, mas o que dificulta seu trabalho é o transporte que, por ser muito velho, vive quebrando e atrasa todos os funcionários, prejudicando-os. “Os ônibus que a empresa oferece estão em péssimas condições, não passam por revisões e o DETRAN não faz a vistoria, por mais que a gente reivindique”, disse Francisco. Ele afirma que uma solução para esse problema seria utilizar transportes públicos, mas que, para isso, a empresa teria que aumentar um pouco seu salário e não acha possível que isso aconteça.

 O auxiliar de limpeza fala que muita gente elogia o que ele faz, mas ainda assim não o respeitam e continuam jogando lixo no chão. Ele também sabe a importância da função que exerce, pois é ele que mantém tudo limpo, o ambiente interno e externo organizado, e evita acidentes com o piso molhado em dias de chuva.

 Um ponto importante, que Francisco quis enfatizar, foi a limpeza dos banheiros do terminal. Ele diz que sem o trabalho dele, os banheiros ficariam inutilizáveis porque é o que fica sujo mais rápido. “É o que precisa de mais atenção por parte dos funcionários e maiores cuidados de conservação”, disse o auxiliar.

A valorização da sociedade

 Dar importância às diferentes profissões que existem é fundamental para que os próprios profissionais se sintam motivados e queiram progredir cada vez mais, mantendo assim uma boa qualidade de serviços prestados, principalmente se eles forem ligados ao público.

 Desde sempre todos aprendem que a educação é importante, e ela se aplica a qualquer situação e com qualquer pessoa, principalmente com aqueles que trabalham a favor da população. Dar bom dia, boa tarde, boa noite. Agradecer por um serviço realizado. Elogiar o bom desempenho de um funcionário. Tudo isso são princípios básicos para um bom desenvolvimento do trabalho e até mesmo para um bom relacionamento entre empresa/funcionário, tornando assim o cliente mais satisfeito.

 Exercer uma atividade de grande importância para a sociedade não é somente ser um médico, um cientista ou um jornalista, é também ficar nos “bastidores”, cuidando para que toda a população desfrute de lugares limpos e organizados, sem a poluição das ruas, das escolas, dos hospitais e dos locais de lazer. São os garis, por exemplo, que cuidam para que não aconteçam enchentes nas cidades. São os auxiliares de limpeza que cuidam para que ninguém possa pegar uma infecção num posto de saúde. São esses mesmos auxiliares que tornam um fim de semana no shopping mais agradável e limpo. A sociedade deve valorizar e respeitar o difícil trabalho que esses profissionais executam diariamente, assim como eles mesmos enxergam o que fazem e têm orgulho de ter um emprego como qualquer outro cidadão. 

Michael Jackson

 

Michael Jackson(29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de Junho de 2009)

Um homem, um astro… tantas coisas poderiam ser ditas, mas acredito que nessa musica existe tudo que eu poderia dizer, que ele foi um homem e sozinho mudou sim o mundo da música…

 

Tradução da musica Cry!

 

Michael JacksonAlguém agita quando o vento sopra
Alguém esta sentindo falta de um amigo (agüente firme)
Alguém está sentindo falta de um herói
E eles não têm idéia de quando isso tudo vai terminar de novo

Histórias enterradas e não contadas
Alguém está escondendo a verdade (agüente firme)
Quando este mistério se desvendará
E o sol brilhará
Nos olhos de um homem cego quando ele chorar

Você pode mudar o mundo (eu não posso fazer isso sozinho)
Você pode tocar o céu (isto vai precisar da ajuda de alguém)
Você é o escolhido (eu vou precisar de algum tipo de sinal)
Se todos chorarmos ao mesmo tempo nesta noite

Se as pessoas sorriem quando elas estão se sentindo tristes
Alguém está fazendo uma vida (agüente firme)
Respeito para acreditar nos seus sonhos
Então me diga, onde você esteve
Quando seus filhos choraram noite passada

Faces encheram-se com a loucura
Milagres não ouvidos de (agüente firme)
Fé é encontrada nos ventos
Tudo que temos que fazer é alcançar a verdade, a verdade

Você pode mudar o mundo (eu não posso fazer isso sozinho)
Você pode tocar o céu (isto vai precisar da ajuda de alguém)
Você é o escolhido (eu vou precisar de algum tipo de sinal)
Se todos chorarmos ao mesmo tempo nesta noite

E quando esta bandeira brilhar, não haverá mais guerras
E quando todos causarem eu vou responder todas as suas preces (preces)
Mostre o mundo

Você pode mudar o mundo (eu não posso fazer isso sozinho)
Você pode tocar o céu (isto vai precisar da ajuda de alguém)
Você é o escolhido (eu vou precisar de algum tipo de sinal)
Se todos chorarmos ao mesmo tempo nesta noite

 

http://vagalume.uol.com.br/michael-jackson/cry-traducao.html

Ética

  Ética é princípio, ética é permanente, ética é universal, ética é regra, ética é teoria.

Resultado de pesquisa imagens Google "Ética"

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  A ética atinge a todos em tudo. Ser ético é agir de forma correta em qualquer situação, fazer o que a sociedade espera e estar tranquilo com si mesmo, ter integridade e humildade para assumir os erros cometidos.

  Ser ético profissionalmente é ser profissional. Quando uma pessoa cumpriu as suas obrigações todas elas, sem fazer nada de errado, essa pessoa está correta. Está certo não define ser ético, mas fazer a coisa certa sim. Ser honesto com as pessoas ao seu redor, ser compreensivo

 A ética está muito mais ligada a sua consciência do que ao seu instinto, é uma consciência adquirida em sociedade, onde aprendemos o que é certo e errado.

 

“Shattered Glass”

O filme “Shattered Glass” baseado em fatos reais de 2003, do gênero drama, dirigido por Billy Ray tem no elenco: Hayden Christensen e Peter Sarsgaard. Retrata um repórter, que para não ficar atrás de seus colegas de trabalho começa a criar fatos.

 Foto: DivulgaçãoStephen Glass trabalhava no “The New Republic” e é freelancer em outras revistas, sendo que a Republic é uma revista de atualidades e política, lida pelo presidente norte americano. Alguns de seus artigos são engraçados. Por ser uma pessoa simpática acaba ganhando a confiança de seus colegas de trabalho e do seu editor Michael Kelly, que faz tudo por seus repórteres. Michael é despedido por seu chefe, que oferece o cargo para Stephen, mas não o aceita e quem fica no lugar de Michael Kelly é Chuck Lane.

 Chuck não é o mais querido dentro da revista, pois é um homem sério com esposa e um bebe. Ninguém o quer como chefe e a situação piora quando um site descobre os erros e fraudes do Stephen, Chuck tenta apurar com Stephen se o que estão fazendo é verdade tentam encontrar as fontes, mas a maioria de suas historias é baseada em sua imaginação, Stephen nega tudo, e seus colegas ficam ao seu lado e contra Chuck.

  As investigações do site levam Chuck, a ver as outras matérias escritas por Stephen antes de Chuck com o outro editor Michael, Stephen já mentia Tentam afastar Stephen, mas isso não é o bastante.

 Quando a verdade vem à tona descobrem que mais da metade de suas matérias são invenções, Stephen é despedido e vai estudar direito, segue carreira como escritor, a revista publica uma retratação por causa das matérias dele.

 

Responsabilidade Jornalística

Orson Welles, 1 de março 1937 Fotógrafo: Carl Van Vechten

Orson Welles, 1 de março 1937 Fotógrafo: Carl Van Vechten

Quando o radialista Orson Welles e seu grupo Mercury Theater entraram no ar, em dia 30 e outubro de 1938, às oito horas da noite, relatando  que os eventos baseados no livro “A Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells, foram levados a serio. E espalharam terror e pânico a milhares de habitantes.

A historia relatada por Welles e seus companheiros trata a invasão alienígena de marcianos ao planeta Terra. No início do programa, era declarado que se trata de fatos fictícios. O grupo Mercury Theater viria a interpretar na noite. Logo após a música de abertura, uma vinheta começou a tocar como uma programação musical comum. Após alguns minutos, essa música era interrompida com a notícia de um centro meteorológico. Após a entrevista com um cientista, uma nova musica voltava a tocar. Em seguida, voltava a falar o cientista que dizia ver algo estranho no planeta Marte.

O clima de pânico na radio, pelas entrevistas com efeitos de sonoplastia após a queda de uma nave, e a morte de 7/mil soldados que tentaram impedir o avanço da invasão, ganhou as ruas. Pessoas que estavam ouvindo o que estava ocorrendo, sentiram a ameaça iminente do fim da humanidade. O sentimento de impotência sentido por essas pessoas levou-as a procurar abrigo, fugindo.

O pânico atingiu 1,2milhão de ouvintes desavisados, que entraram em desespero em casa ao ouvir a transmissão. No início da historia de terror, um anúncio de que tudo não passava de um conto do grupo Mercury Theater. Mas isso não bastou para o fim do pânico na população

Ao final da transmissão mais uma vez foi lembrado à população que o relato se tratava apenas de ficção. Uma brincadeira com o dia das bruxas. Mas até todos entenderem, levou certo tempo. As forças especiais do país, os bombeiros, vários outros tinham sido chamados por causa da brincadeira. A piada causou indignação em muitos. A força da rádio ainda não tinha sido testada deste modo antes. Mostra, assim, o quanto um meio de comunicação pode e exerce poder sobre a opinião publica.

Dilemas éticos

Um repórter ou jornalista, na sua jornada de trabalho, precisa fazer quase tudo para obter a verdade. Mesmo que, para isso, ele tenha que mentir e acabar prejudicando pessoas com as informações obtidas. É lógico pensar que isso entra em conflito com sua moral e principalmente sua ética. Mas, ao se expor, o repórter pode entrar em perigo. Por isso, para sua segurança, ele terá que se passar por outra pessoa. Não é de hoje que existem pseudônimos garantir a sua proteção e de sua família.

Um Jornalista tem o dever com o cidadão e com a sociedade. Isso também não é uma questão moral e ética que ele tem que cumprir? Se a informação não for apenas para causar pânico entre as pessoas, mas alertar-las, pode sim mentir, e, dependendo da gravidade, por que não roubar?

Mas isso o repórter tem que estar muito ciente das consequências que virá. Por isso, ele tem que ter plena consciência de seus atos. Pode prejudicar varias pessoas. Não apenas ele. Mas, se ele estiver certo, estará fazendo algo que talvez mais ninguém poderia fazer. É uma responsabilidade, um fardo que muitos deixariam e não se envolveriam. Alguém tem que fazer-lo. Tem que arriscar, colocar sua ética e sua integridade, podendo sim, correr grandes riscos.

A busca a verdade acima de tudo, até de seus princípios éticos, sempre pensando em ser melhor que ele pode ser, pensando principalmente, em quem realmente importa: o cidadão.